
“Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.” Clarisse Lispector
Ninguém vive sem correr riscos. Quem moureja sem expectativas, quem vegeta, não vive. A vida é feita para ser experimentada, saboreada, usufruída. As experiências são necessárias para testar nossos limites e a ampliação de nosso repertório.
Sempre pensei a vida como uma caixinha onde a gente guarda experiências. No correr dos anos, elas servem...
de consolo e chegamos a rir de lembranças que, no momento em que eram o vivo presente praticado, doeram, até muito.
Quanto mais cheia a caixinha, mais sorrimos, mesmo da dor que não dói mais. Porque não purga ou sangra, é risco na pele da memória.
Diferente aquele que tem a caixinha vazia e o coração cheio de mágoa e medo, que nada arriscou, para o bem ou para o mal - que afinal se mostrarão relativos.
Mas ninguém nasce pronto. A gente vai crescendo, com largueza ou mesquinhez, de jorro ou quase nada.
Aprendemos. Da maneira mais fácil ou da maneira mais difícil, a depender de nossa disposição para aprender. De quanto estamos preparados para ouvir, sentir, entender e apreender: o entorno, nossas experiências, nosso coração.
Ouvir nossos anseios mais íntimos e perceber que somos únicos, em nossa solidão.
Porque tanto viver como aprender são processos íntimos, profundos, que se fazem no tempo pessoal de cada um.
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